Água: Nossa Maior Riqueza

por Luiz Fernando do Valle

Sem nenhuma dúvida a água é, e sempre será, a maior riqueza do homem. É impossível vivermos sem ela. Porém, muito poucas pessoas a valorizam como deveriam. Diariamente jogamos fora quantidades enormes dessa substância em nossas tarefas e higiene pessoal.

Estamos acostumados a considerar a água como um bem inesgotável, o que não é verdade. Dos 3/4 da superfície do planeta ocupados pela água, só 3% são de água doce.

Como boa parte dessa água disponível para uso humano está contaminada pelos dejetos produzidos pelo próprio homem, a quantidade restante em condições de uso é cada vez menor, o que pode levar a faltar água de boa qualidade em várias regiões do planeta nos próximos anos.

O homem tem 70% de seu corpo formado por água, consome e perde 2,5 litros por dia e depende totalmente
dela para sua subsistência.

A água é um recurso natural de valor inestimável. Mais que um insumo indispensável à produção e um recurso estratégico para o desenvolvimento econômico, ela é vital para a manutenção dos ciclos biológicos, geológicos e químicos que mantém em equilíbrio os ecossistemas. É, ainda, uma referência cultural e um bem social indispensável à adequada qualidade de vida da população.

Nas sociedades, em todas as épocas, já valorizamos vários elementos, substâncias ou alimentos como o ouro, diamante, petróleo, chá, milho, entre outros. Medimos a sua importância pela sua utilização e dificuldade de encontrá-los. Em todos esses casos o seu valor é proposto pela oscilação da percepção dos mercados quanto a sua necessidade versus a sua escassez.

A água, salvo raras ocasiões, nunca mereceu ter o seu valor reconhecido pela sua real importância na vida de todos nós. A desprezamos a cada momento do nosso dia-a-dia. Nos acostumamos a passar pelos rios contaminados e incomodar-nos com o seu mau cheiro, ou o seu aspecto desagradável, porém, provavelmente poucos pensaram que ali estava sendo cometido um crime gravíssimo contra a humanidade.

Despejamos resíduos e esgotos em grandes quantidades nos rios, lagos, aqüíferos  e mares sem nenhum remorso. Até quando esta insensatez vai durar? Já é sabido por todos que estamos à beira do colapso do abastecimento das grandes cidades e parece que a sociedade ainda não acordou para o problema.

A vida como a conhecemos é totalmente dependente da água. Quando mandamos naves de pesquisa para outros planetas é a água que procuramos como sinal da existência de vida. O mundo é feito de moléculas de água. Como ainda não percebemos que ao contaminá-la estamos cometendo um suicídio coletivo de todo o ecossistema conhecido?

Os governos e a sociedade em geral, de todos os países, deveriam empreender os melhores esforços para impedir esse crime ambiental e iniciar imediatamente projetos que recuperem o estrago já feito.

O tempo é curto: nos próximos dez anos regiões como a Ásia passarão por falta de água para sua população, comprometendo seriamente a qualidade de vida de seus moradores. Doenças já erradicadas voltarão a se manifestar como grandes epidemias que trarão muita dor e perda de vidas.

A água é o começo da vida e a sua falta será indiscutivelmente o seu fim. Jamais seremos uma sociedade sustentável se não respeitarmos a sua importância e dermos a ela a sua real dimensão. Sem água não há futuro, não há vida.

Download do post

Divulgue

Adicionar artigo ao Rec6 Adicionar artigo ao Linkk Adicionar artigo ao doMelhor Adicionar artigo ao del.icio.us

Recomendamos a leitura:

    Nenhum artigo relacionado